13/01/2013 15h13
- Atualizado em
13/01/2013 16h20 por: José Candido Junior
'Não existe hipótese de não se falar com eles hoje', diz publicitário.
Para Olivetto, produto é o mesmo, mas 'muda a forma de embalar e vender'.
Simone Cunha
Do G1, em São Paulo
A Coca-Cola focou as mães de juízes de futebol de segunda divisão numa
campanha de dia das mães para alcançar as que compravam tubaínas. A Vivo
promoveu competições de futebol na periferia de São Paulo e partiu para
anúncios em sacos de pão na lojas locais. E as histórias de viajantes
iniciantes foram a aposta da TAM para se aproximar de novos clientes.

Estratégias como essas mostram como a publicidade vem se transformando
para alcançar um público mais amplo e levar marcas tradicionais à classe
C.
“Ninguém gosta mais de uma distribuição de renda do que um
publicitário, nenhum sociólogo, ninguém da esquerda, porque amplia a
nossa profissão. Não é agradável você trabalhar com algo que pode mexer
com todos, mas só pode ser consumido por alguns”, diz Washington
Olivetto, diretor-presidente da WMcCann.